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Sobre o trabalho...

Então...

Me matriculei hoje no curso de inglês. Começo em agosto.

Sair da farmácia está fora de cogitação. Preciso do dinheiro, da experiência do primeiro emprego e amadurecer como uma farmacêutica de verdade.

Conversei com uma amiga hoje um bom tempo no telefone. Ela surtou da mesma maneira que eu, mas a alguns meses atrás. Passou pelas mesmas angústias e pelos mesmos medos... Ela disse que conseguiu passar da tempestade arrumando coisas pra fazer, otimizando o tempo dela.

E foi essa a sugestão que meu psicólogo me deu hoje também. Otimizar o meu tempo na farmácia, pra que eu não caia no momento de ócio e por isso no tédio.

Vou usar esse tempo aqui pra organizar minha vida (gostei dessa coisa de fazer planilha!), arrumar meus horários, planejar meus dias, manter meu orçamento em dia e estudar.

Estudar Farmacologia, fazer as questões dos livros preparatórios de concursos, rever legislação.

Estudar pras matérias que farei esse semestre da habilitação. Estudar o meu inglês, que deverá ser concluído nesse retorno ao cursinho.

Vou me ocupar... nem que eu comece a fazer coisas de tricô e crochê.. rs

Ainda estou meio baixo astral mas sei que aos poucos as coisas vão melhorar. Nenhuma tempestade dura pra sempre...

E esperarei por isso sozinha. Não tem a menor graça sobrecarregar meu namorado e meus amigos com minha carência e angústias. Eles não têm culpa das minhas escolhas.

E não adianta eu ficar achando que escolhi a carreira errada. Porque eu sei que não escolhi. Minha vocação pode ser a Gastronomia, mas a Farmácia faz parte de mim desde o primeiro dia de faculdade. E além do mais é o diploma de Farmácia que eu tenho em mãos. É no CRF que eu estou vinculada. E está sendo como Farmacêutica que eu estou ganhando meu dinheiro pra ir pro congresso na Itália ano que vem.

Então, se eu quiser fazer Gastronomia, é bom que eu continue sendo Farmacêutica por mais um tempo, porque é dela que sairá a verba pra bancar a nova faculdade.

Fim de semana tá chegando. Julho tá acabando. Semana que vem farei 6 meses de namoro.

O ano realmente voou.

E apesar dos pesares, as companhias desse vôo estão sendo as melhores possíveis.

E agora é deixar o tempo passar. Meu horóscopo disse que esse meio de ano ia ser turbulento em todas as áreas da minha vida, mas que era pra eu segurar bem as rédeas que as coisas iriam se acalmar logo depois.

Tô segurando as rédeas da melhor maneira que posso. Mas... Calmaria, por favor chega logo! Cansei das nuvens negras e das tempestades. Quero meu céu azul com sol a pino!

armadilha

Hoje em dia realmente me sinto assim...

Fonte: Laerte


=/

baixo astral pesou hoje sobre mim

até segurar uma crise de choro eu tive que fazer no trabalho...

Concurso público: aí vou eu!

Então.. decidi que tenho que passar em algum concurso esse ano.

Abrirão diversas vagas para farmacêutico durante os próximos meses e pra alguma delas eu tenho que passar.

Já está mais do que na hora.

E pra que isso aconteça, comprei um livro de texto e atlas de farmacologia, a principal matéria das provas para farmacêuticos e estou fazendo dele meu livro de cabeceira.

Leio no trabalho, no ônibus, em casa antes de dormir. Preciso assimilar tudo aquilo que está lá escrito de uma vez por todas. Vou voltar a ler as leis que regem as atividades farmacêuticas também. Deontologia sempre cai como específica.

Enfim.. estou aqui compartilhando isso pra pedir um favor: quando eu vier aqui reclamar que estou de saco cheio de estudar essas coisas, vocês me lembrem que foi uma decisão minha fazer isso, que ninguém me obrigou a nada e que o salário SUPER compensa.. rs

saudades

Ta aí um sentimento chato de sentir.

Saudade é sentir falta daquilo que um dia te fez bem. Daquilo que te fez abrir um imenso sorriso.

Mas não é sentir qualquer tipo de falta.

É sentir aquele tipo de falta que por estar ali faz doer o peito e enche os olhos de lágrimas.

É sentir a falta daquela pessoa, daquele lugar, daquela música, daquele momento.


Saudades da turma da faculdade, dos almoços diários, das cervejas compartilhadas, das danças em conjunto, das risadas, das conversas...

Saudades das músicas tocadas no violão, dos sms's no meio do nada durante o dia, dos poemas escritos, das promessas feitas, das idas à praia, da empada, do mate de garrafão e do sacolé...

O problema da saudade é que ela não acaba. Ela só fica mais na dela com o passar dos dias. Mas isso não significa que ela não esteja ali. Ela está. Ela só resolveu te dar uma trégua pro seu peito se recuperar da dor e seus olhos secarem das lágrimas.

Roupa de trabalho impõe respeito?

Desde ontem um assunto não sai da minha cabeça...

Como muitos sabem sou farmacêutica e uma amiga minha, farmacêutica também, começou a trabalhar essa semana numa drogaria. Se alguém já precisou conversar com um farmacêutico de drogaria alguma vez deve ter percebido que nosso "uniforme" é um jaleco branco, comum à quase todas as pessoas que trabalham na área da saúde.

Então se nosso uniforme é um jaleco, de certa forma não importa se por baixo dele estamos usando um jeans com camiseta ou uma roupa social. O que importa é o nome nele bordado, e ali diz: fulaninha de tal, FARMACÊUTICA.

Mas então por que cargas d'água as pessoas insistem em manter aquela coisa de roupa pra trabalhar só mesmo a social?

Eu não serei menos competente por estar com um All Star e um jeans. Eu não saberei mais farmacologia por estar com calça social e sapato de salto.

Compreendo que a roupa social dá um ar mais sério, de alguém mais maduro e por isso mais responsável. Mas se ela está por baixo do jaleco, do que importa?

Não sou uma pessoa que julga pela aparência. E não gosto de ser julgada pela minha. Desempenho muito bem o meu papel independente da roupa que uso.

Não faz sentido na minha cabeça um funcionário de uma hierarquia abaixo da minha não me respeitar por causa da minha roupa. Eu estudei 4 anos de Havaianas, e aprendi tudo o que tinha que aprender. A minha cara de 16 anos não me permite exigir respeito de cara, já que a maioria das pessoas acham que eu ainda estou no ensino médio, mas me incomoda pensar na idéia de mudar todo o meu estilo por causa de uma roupa que ficará por baixo de um jaleco. Prefiro pensar que o mais importante está ali escrito: farmacêutica, e que ao desempenhar bem o papel que escolhi para minha vida terei o respeito dos demais funcionários, sem precisar usar roupas que me fazem parecer anos mais velha.

Irritada. Ta aí a definição de como estou.

Não quero usar roupas sociais. Não quero não poder usar meus All Stars. Raivinha!

O que você quer ser quando crescer?

Eu adoro o que eu faço. Quem me conhece sabe disso. E mais: percebe isso. Porque eu sou uma pessoa muito empolgada falando do meu trabalho. Sou capaz de passar hoooras falando do meu projeto, do meu laboratório, etc.


Mas quando eu era mais nova eu nem sonhava em fazer o que faço hoje em dia. Já quis ser professora de matemática, policial, dona de casa, quis estudar os oceanos...


Mas a lembrança mais marcante que eu tenho é, de com uns 7, 8 anos de idade, colocar folhas, flores e sementes das árvores que tinham no meu quintal dentro dos perfumes da minha mãe. Ou então dentro do vidro de álcool.

Achava aquilo o máximo. E achava lindo ter um perfume com um monte de pétalas de rosas dentro. O álcool descoloria as folhas e flores e o perfume de incolor ficava verde, ou laranja, ou vermelho.


O mais interessante é que só fui lembrar disso anos mais tarde, quando já fazia Farmácia. Foi quando percebi que mesmo sem saber o que eu queria fazer, eu já ensaiava o que eu faço hoje.

Farmácia é algo que eu realmente gosto. Mas cozinhar... ah.. como isso me faz feliz.

Cozinhar é relaxante. Colocar um monte de coisas soltas numa panela e depois de um tempo aquilo se tornar uma comida saborosa, colorida e nutritiva é muito legal.

Eu particularmente gosto de cozinhar pra muita gente. Essa coisa de fazer comida pra uma pessoa só não é comigo. E eu não gosto de cozinhar pouco. Tem que ser com fartura. Nada daqueles pratos de restaurantes caros com uma batata e uma folhinha. Tem que encher um prato, e consequentemente dar água na boca.

Parando pra pensar, chego a conclusão de que a minha praia sempre foi as misturas. Farmácia é uma cozinha de substâncias químicas: você pega um pouquinho do seu fármaco, um pouquinho de outro fármaco, uma pitada de antioxidante, e mais outras coisinhas e aí depois de triturar, misturar e "peneirar" você tem seu medicamento pronto bem ali.

E cozinhar.. ah cozinhar todo mundo sabe o que é. Uma mistura de sabores, cheiros e cores que quando bem feita alegram qualquer almoço de domingo.

Eeee... 20 de janeiro

Como diz ali ao lado na minha descrição eu sou FARMACÊUTICA!

E hoje, 20 de janeiro, é o dia do farmacêutico!

Então parabéns pra mim, pra Mari Valente, pra Patynha e pros demais farmacêuticos que leem este humilde blog!

=***