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*A Síndrome dos vinte e tantos*

"A Síndrome dos vinte e tantos"

(autor desconhecido)

A chamam de 'crise do quarto de vida'.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..

E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'… E às vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.

Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.

Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.

Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, à noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.

Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.

Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.

Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.

Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a). De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.

Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.

O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 17-18 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16… Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!


Recebi por e-mail hoje, de uma menina que estudou comigo. Parece que ela andou lendo meus pensamentos. Ou então não sou só eu que estou em crise.

as coisas nunca mudam...

Escrevi sobre isso em abril e aqui estou eu escrevendo de novo.

É difícil não crias expectativas sobre uma pessoa ou uma situação. Por mais que eu saiba que cada um tem um modo de agir, a gente sempre fantasia que poderia acontecer de um jeito ou de outro.

Eu sei que deixo muito a desejar. Que com certeza algumas pessoas esperam de mim uma reação X e eu faço Y. Sei que muitas vezes minhas atitudes não são as melhores, nem as mais corretas. Mas é o preço que eu pago por ser a rainha da espontaneidade. E um pouco sem noção também. Aquela pessoa que diz o que pensa, que responde no ato o que perguntam, que se acordar no meio da madrugada pensando em alguém, é capaz de mandar um SMS só pra dizer que está com saudades.

Sou uma pessoa de emoções visíveis. Fotos no orkut de quem faz parte da minha vida e é especial. Depoimentos de amigos. Scraps carinhosos. Recadinhos nos blogs e no msn. Sim, a vida digital me ajuda a estar por perto quando a real não permite.

Mas não é porque eu sou assim que todo mundo será.

E aí que está a grande questão.

Sei muito bem que cada um tem um jeito de gostar e de demonstrar seus sentimentos. E respeito isso. Realmente. Não duvido dos sentimentos de ninguém só porque a pessoa não age igual a mim. Tenho amigas que são super tímidas e jamais seriam como eu, mas nem por isso gostam menos de mim ou eu delas.

Mas exatamente por ser o tipo de pessoa que demonstra muito, eu acabo, meio que, esperando que as pessoas, pelo menos ás vezes, façam igual a mim. E aí quando a pessoa não faz, por não ser o estilo dela, por estar ocupada demais, e até mesmo por não saber como fazer, eu fico triste.

Sobre a terapia...


Como vocês sabem, estou fazendo terapia a um mês e meio. E é minha primeira vez na terapia. Nunca tinha achado que tava na hora de procurar alguém porque nunca tinha tido um motivo.

Eu sempre reagi com dor de estômago ao stress, principalmente ao stress emocional, como brigas ou tristeza, ou medo. Quando minha irmã operou o coração a 5 anos atrás, eu quase tive uma úlcera quando ligaram de madrugada dizendo que ela tinha tido uma complicação. Quase que fui parar no hospital de tanta dor que sentia. Quando meu pai ficou doente idem. No período final do meu namoro com o ex, vááááárias crises de gastrite enquanto a situação não se resolvia. Quando as coisas não iam bem com o cafa também. Vestibular e prova do mestrado idem! Situações de perigo como assalto ou pânico por qualquer outro motivo, idem.

Decidi entrar na terapia na semana em que eu não estava bem com namorado. Só o fato de estar na situação foi o suficiente pra eu parar de comer, ficar com uma dor de estômago ininterrupta por 5 dias, vomitar qualquer coisa que eu colocasse pra dentro, uma suuuper enxaqueca, e no auge da tristeza até febre eu tive.

No dia da briga em si tudo isso veio ao quadrado. E aí quando as coisas se resolveram tudo passou. Foi como se alguém tivesse desligado o interruptor que comandava tudo. Porque em questão de meia hora eu fiquei bem melhor. E no final do dia era como se eu não tivesse tido nada. Pra mim isso foi o limite.

Percebi que eu não queria mais ser uma pessoa tão fisicamente susceptível ao stress emocional.

Biologicamente falando existe uma explicação pra isso. Em situações de stress a pessoa fica ansiosa e libera uma sobrecarga de adrenalina na corrente sanguínea.


adrenalina


A adrenalina ou epinefrina é um hormônio, derivado da modificação de um aminoácido, secretado pelas supra-renais, assim chamadas por estarem acima dos rins. Em momentos de "stress", as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos: quando lançada na circulação, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente ou psicologicamente, como por exemplo o medo), a adrenalina aumenta a frequência dos batimentos cardíacos e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue, minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços e "queima" gordura contida nas células adiposas. Isto faz com que o corpo esteja preparado para uma reação, como reagir agressivamente ou fugir, por exemplo. A adrenalina também estimula a liberação de ácido clorídrico pelas células do estômago, aumentando assim a acidez do meio.

A gastrite é provocada pelo tal aumento da acidez.

Mas por mais biológico que isso seja não é normal reagir assim ao stress. E aí eu comecei a me preocupar em como poderiam ser as minhas reações em momentos futuros de stress como a defesa da minha tese ou a morte dos meus pais.

Vocês podem dizer que pensando assim estou sendo pessimista. Mas não. Estou sendo apenas realista. Imagina a cena: defesa de tese. Tudo lá pronto, apresentação preparada, banca escolhida. Família, amigos, todos lá pra me apoiar. E eu? Ah.. eu com uma bolsa de soro na veia tendo que apresentar a dissertação e receber um omeprazol intravenoso ao mesmo tempo... lindo isso, pra não dizer o contrário né?! Rs



"vai uma infusão IV aí?"



Eu acho melhor pro mundo que eu seja uma pessoa que nas situações de stress reaja com uma dor de estômago. Imagina se eu fosse uma dessas que surta e bate nos amigos ou sai quebrando tudo de dentro de casa? Muito pior... mas ter dor de estômago não é legal. E por mais habitual que seja também não é normal.

E aí eu decidi que entraria na terapia.

Aparentemente tem dado certo. Desde que entrei eu não tive mais nenhuma crise de dor de estômago. Mas eu também não tive mais nenhuma situação de stress emocional grave. Tem também o fato de que além da terapia, eu também já tinha decidido que não iria me deixar abalar tanto por certas coisas.

Mas é aquilo: terapia é uma coisa longa. Mais longa do que tratamento antifúngico.. rs Vamos ver como estarei daqui a alguns meses.. rs

Aeee: post!

Estou sem a menor inspiração esses dias! Por isso não tenho dado as caras.

Tem a parada do avião que me chateia, tem a faculdade e suas mil provas que me cansam só de pensar. Tá foda!

Dia dos namorados está chegando e o presente tá quase pronto. Não faço idéia do que namorado vai me dar.

Aliás, não sei nem como vamos comemorar. Eu trabalho sexta. Ele trabalha sexta. Só vamos conseguir nos encontrar depois das dez da noite. Acho que a comemoração ficará para o sábado.

É aquele papo de que dia dos namorados são todos os dias né. Mais importante que comemorar o dia 12 é aproveitar bem os outros 364 dias. E a gente tem tentado fazer isso direito. Nem que seja se encontrar só a noite pra dormir juntinho nesse frio carioca.

Quando eu era solteira eu sempre ia pra night com alguma amiga. No melhor estilo: não tenho um namorado, vou arrumar um. Mesmo que o namoradinho em questão durasse 10 min apenas num canto de uma boate. Rs

E vocês? Quais são os planos pro dia dos namorados?

ainda sobre o voo 447 da Air France

A irmã do Cafa tava no avião.

Tô péssima.

Apesar de tudo somos muito amigos e saber que alguém tão próximo e importante pra ele morreu nessa tragédia me deixa mal.

Não há muito o que fazer. Queria poder dar um abraço nele. E dizer que sinto muito. E que estou aqui caso ele precise.

Mas tá muito tarde e ele mora muito longe.

O abraço que deveria ter sido dado foi enviado pelo msn. Não é o suficiente. No fundo nada será. Não há muito o que fazer.

E isso é o que me deixa mais arrasada. Pela importância que ele teve na minha vida, pelo carinho que sinto por ele, e pelo amigo que ele é, acho que ele merecia mais.

Ou melhor. Não merecia. Ninguém merece ter um familiar envolvido num acidente desse tipo.

Enfim. Só resta rezar.

Pelo meu professor e sua família, pelos amigos do meu sogro, pela irmã do Cafa, pelo amigo do meu melhor amigo, pela prima da Patynha. E por todos os outros.

Um avião cai e lá se vão um mundo de inspirações...

Todo mundo tá sabendo do tal vôo da Air France que caiu. Quando eu soube, fiquei triste, mas até então era apenas mais uma tragédia. Que passaria longe da minha vida.

Grande engano.

Estavam neste avião um excelente professor meu, de química inorgânica, a esposa e o filhinho de 3 anos.

Uma grande perda. Pra universidade, pros alunos e pra pesquisa. O cara era foda. Sabia MUITO. E sobre tudo. Dava aula de inorgânica mas fazia pesquisa nas mais diversas áreas da química. Foi consultor de pesquisa para novos medicamentos anti-HIV. E era um cara de um coração imenso. Você podia bater lá no laboratório dele pedindo ajuda em qualquer época do ano, que ele tentaria te ajudar.

Meu sogro tinha 2 amigos no vôo também. Minha irmã um conhecido. Uma amiga tinha uma tia-prima.

Quando vi a chamada pela primeira vez na TV não achei que sentiria tanto. Agora a sensação é, principalmente pelo meu professor, de que certas pessoas partem cedo demais.

Só resta rezar e pedir luz. Para eles, para as famílias e torcer pra que não aconteçam acidentes desse tipo tão cedo.

O fim de semana passou e já é segunda-feira...

Não foi só o fim de semana que passou voando. O ano também. Começamos junho e daqui a 29 dias já estaremos na segunda metade do ano.

Ano corrido. Meses corridos. Semanas corridas. Fins de semana que passam mais rápido do que deveriam.

Semana passada foi minha chopada. Encontrar os amigos e beber junto tava fazendo falta. Eu sempre vejo e saio com os amigos do namorado, mas conseguir marcar qualquer coisa com os meus amigos quase parece dar entrada em algum documento em órgão público: 3 vias, autenticadas, carimbadas e assinadas por 10 pessoas e mais 25 testemunhas.

Meus amigos são ótimos. Presentes, carinhosos e ocupados. Cada um tá fazendo uma determinada coisa da vida e tá tudo muito corrido. Se não fosse o msn e o orkut ficaria mais difícil manter contato. Os que terminaram a faculdade estão enrolados no trabalho ou no mestrado, ou nos dois. Os que não terminaram, estão terminando e aí a corda no pescoço começa a apertar.

Os que eram os meus companheiros de night estão namorando, e sossegaram. Os solteiros, não curtem as mesmas nights que eu. E os que ainda saem pra dançar só vão pra um tipo de coisa: forró. Adoro forró, mas não que nem eles. E tem os que moram suuuper longe e fica impssível se ver a noite.

Estou com saudades dos meus amigos. E feliz porque alguns aniversários estão chegando. E como pra gente aniversário é sagrado, estaremos todos lá.

Enquanto isso vou aproveitando que os amigos do namorado são diferentes dos meus e sempre marcam coisas. \o/

Por falar em namorado, dia dos namorados tá chegando. Já to com o presente bolado na minha cabeça. Falta só colocar as mãos na massa. Não será uma coisa artesanal exatamente, mas requer a junção de vários pedacinhos, digamos assim. Não.. não é um Lego.. rs

Hoje é segunda. Daqui a meia hora estarei no trabalho. Amanhã faço 4 meses de namoro. Quinta tenho terapia de novo. E sexta já é fim de semana outra vez.

É... até que não é de todo ruim a semana passar rápido não. Pensando bem faz com que sexta-feira chegue logo!

ps.: Patynha: centro da cidade no sábado?

Sobre a terapia

Fui ontem à terapia.

Não sei porque nunca tinha feito antes. Acho que será muito legal. O terapeuta parece ser super gente boa, e sabe o que tá fazendo.

Gostei bastante. Vamos ver no que dá.

Beijos e bom fim de semana

[ontem foi a chopada da minha faculdade... depois falo dela aqui]

Terapia

Amanhã eu começo na terapia...

Não sei como estou me sentindo em relação a isso. Quando marquei a terapia tava realmente precisando conversar.

Preciso deixar de ser essa pessoa que somatiza tudo. Não dá pra ficar com gastrite cada vez que eu brigar com namorado, ou então ficar com enxaqueca em época de prova.

O problema maior não é o de somatizar tudo e ficar doente. É não demonstrar tudo isso e aí ficar doente.

Na época que marquei tava punk! Gástrite, enxaqueca, vomitando tudo o que comia. Mas aí como sempre acontece o tempo passa, a poeira abaixa e as coisas se ajeitam.

E aí chegou o tal dia. Por mais que HOJE eu sinta como se não precisasse da terapia, vou arriscar investir. Não sei o dia de amanhã.

E definitivamente não quero defender minha tese no ano que vem com uma bolsinha de soro pregada na veia porque fiquei doente no final do mestrado por stress.

Beijos
e boa semana

Postagem número 100!

Eu tô a dias pensando em escrever algo, mas nada surge na minha mente.

Aí, hoje quando vim escrever, vi que seria a postagem número 100. E meio que entendi o porquê de tá querendo um assunto especial.

Quando eu criei o blog eu não tinha muitas pretensões. Achava apenas que seria legal escrever. E hoje, 100 postagens depois, eu vejo que além de escrever, eu consegui muitas outras coisas.

Eu ganhei um livro, eu descobri uma farmaceutica que também trabalha com produtos naturais lá no Mato Grasso. Eu "conheci" gente, que assim como eu, também queria desenvolver o hábito de escrever. E descobri que amigos reais também podem ser virtuais. E o pior, ou melhor não sei, eu me apeguei a tudo isso.


Ainda espero marcar um chopp com o pessoal daqui do Rio pra gente finalmente se conhecer. E quando for a Sampa, marcar um com o povo de SP. E claro, ir ao Mato Grosso conhecer a tal farmacêutica (e fazer umas colaborações.. rs).

Quanto a escrever, tem dado certo. Me fez enxergar muitas coisas que não ficariam tão claras se não fossem lidas. E de preferência em voz alta.

Escrever cria uma certa exposição. Todo mundo aqui sabe que eu comecei a namorar esse ano. Sabem da história do cafa. Sabem até o que eu penso sobre sexo, amizades e trabalho. Mas ao mesmo tempo que eu me exponho pra vocês, eu me exponho pra mim. E me enxergar direito é fundamental.


Estou a muito tempo sem dar as caras aqui. E fugindo de assuntos polêmicos. Mas na minha cabeça eles vira e mexe aparecem fazendo uma festa.

Então neste centézimo post eu decidi que vou dar letras aos pensamentos. Tirá-los de dentro da minha mente e os compartilhar com vocês. E comigo mesma.

Até porque de tão apegada que estou, não conseguiria simplesmente não continuar com isto aqui!

Continuem bem vindos.

Em breve, a receita do fim de semana.

beijos
Ka

A difícil tarefa de ficar sozinha

Conversando hoje de manhã no laboratório uma amiga comentou sobre o quanto ficou sozinha no fi m de semana. Mencionou que a única pessoa com quem ela falou no domingo foi a menina do caixa do restaurante, que perguntou: "dinheiro ou cartão?".

O assunto se estendeu, e eu que já passei vários fds sozinha, disse que era tranquilo. Uma outra amiga retrucou dizendo que não dá, e que eu sou uma desapegada (rs!) por conseguir.

Nisso me peguei pensando sobre isso agora e lembrei de uma porção de gente que consegue ficar bem sozinha, e mais uma porção das que não conseguem.

É engraçado como as pessoas confundem ficar sozinhas com o ficar só. Em nenhum dos momentos em que estive sozinha um fim de semana inteiro eu me senti só, mas já cansei de estar acompanhada e me sentir assim.

Ficar sozinho é uma tarefa complicada. Exige que você se dê bem consigo mesmo, afinal sua cia será você mesmo. E exige que você consiga desfrutar numa boa de atividades individuais, como ler um livro, ou que consiga fazer sozinha atividades que normalmente são feitas com mais de um, como ver um filme.

Eu adoro a minha própria cia. É claro que é muito legal ir ao cinema com amigos, ou mesmo com o namorado, mas já cansei de ir sozinha. Assim como vira e mexe vou à praia sozinha também.

Não me lembro em qual revista eu li sobre isso, mas era uma reportagem que falava dessa coisa das pessoas terem 345 amigos no orkut, mais 148 no Facebook, 86 seguidores do Twitter e por conta disso não conseguirem se desligar do mundo virtual. Argumentavam que ficar off line era como ficar só. Falavam que não dava pra ficar sozinho, e que se manter longe do mundo virtual fazia com que isso acontecesse.

A revista trazia ainda a opinião de uns especialistas que diziam que o ser humano precisa de momentos de solidão, mas que com o passar dos anos, e entenda aqui milhares de anos - a famosa evolução, a gente vinha tornando esses momentos cada vez mais raros. Que enquanto nossos antepassados usavam os momentos de ir à caça ou de mudança de local (que duravam semanas ou meses) para pensar, muitos de nós reduziu isso ao tempo do chuveiro.

Ficar sozinho nada tem a ver com ficar só. Tem a ver com ficar consigo mesmo. E saber aproveitar esses momentos como quem aproveita os momentos em cia das outras pessoas.

"Some day, when I'm awfully low..."

"Some day, when I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight
You're so lovely, with your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight"



Escolher um filme pra ser o da minha vida seria algo injusto, e difícil diga-se de passagem, principalmente pra uma cinéfila.

Mas de um modo geral os filmes da minha vida ficaram marcados pelas suas histórias, e pelas suas músicas.

O Casamento do Meu Melhor Amigo
10 coisas que eu odeio em você
Um lugar chamado Nothing Hill
Show Bar
Letra e Música
Shrek
Como se fosse a primeira vez
Ps.: Eu te amo

Todos possuem uma música tema, ou mais de uma ás vezes. E aí quando no meio da tarde, toca a música na rádio, automaticamente o filme surge na minha mente, isso quando não surge a cena da música.

O Casamento do Meu Melhor Amigo foi o escolhido pra música tema pois aborda coisas essenciais pro meu conceito de vida: amizade, relacionamentos, família. Acho que todo mundo aqui alguma vez já se apaixonou por um amigo. É o tipo de coisa que acontece o tempo todo. E o filme mostra isso de uma forma muito fofa. Mostra todas as burradas que a gente faz quando tá apaixonado, mostra as decepções que vira e mexe acontecem e mostra que a vida segue em diante. Quem torce pela mocinha não fica feliz pois ela não tem o seu final feliz mas o final da história em si é feliz. E é o mais próximo do real que a gente pode encontrar. Fora que quem não tem vontade de viver a cena do jantar em que eles começam a cantar I'll Say a Little Prayer???

"Forever, and ever, you'll stay in my heart, and I'll love you
Forever, and ever, we never will part, oh
I love you
Together, forever, that's how it should be
Living without you
Would only mean heartbreak for me..."

Antes que vocês falem alguma coisa, siiiiiim, eu sei que são todos filmes beeeeem mulherzinha! Mas e daí?

De realidade já basta a minha vida (que mais anda parecendo uma novela mexicana...).

Sorte de hoje

Sorte de hoje: Uma imaginação bem canalizada é fonte de grandes proezas





Se até o orkut diz, quem sou eu pra discordar!

Expectativas pra que te quero

Criar expectativas é uma porcaria.

Você espera além do que deveria dos outros. Normalmente os outros não retribuem. E aí quem fica puto é você.

Eu deveria parar de criar expectativas e de achar que as pessoas fariam tal coisa só porque eu faria.

Blogagem coletiva: o FILME da minha vida


Criado pela Vanessa do Fio de Ariadne, será nos dias 29 e 30 de abril.

Caso deseje participar:
1. Deixe seu nome e blog na caixa de comentários do post sobre isso lá no blog dela (clique aqui) até o dia 27 de abril;
2. leve um dos selos da coletiva ;
3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;
4. Prepare na data marcada - dias 29 e 30 de abril- um post falando sobre o filme , sobre a experiência de assistí-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do seu filme preferido e, e claro, você é quem manda.

Então.. até lá!

Esse tal de espírito maternal...

Eu não sei se é só comigo ou se com todo mundo é assim, mas quando alguém querido fica doente eu incorporo um espírito de mãe e fico naquela agonia pra cuidar da pessoa.

Me torno uma verdadeira mala.

Pergunto de hora em hora se está tudo bem. Compro mil remédios, sugiro sopinhas e comidas leves e nutritivas, se deixar dou até banho pra abaixar a febre. E brigo quando a pessoa não segue. Ou quando duvida das minhas indicações. Eu sei que eu não sou médica. Mas po.. alguma coisa eu sei né?!

Eu não tenho o menor jeito pra enfermeira. Até porque desmaio com sangue e agulhas, mas pra mãe... ah.. esse aparece beeem nessas horas.

Eu sei que muitas das vezes não depende de mim a melhora, e que em alguns casos eu não posso fazer nada, mas quando é possível me dá a maior satisfação. É uma forma de demonstrar carinho, e de dizer que eu me importo.

Quando a pessoa nega a ajuda, ou quando por algum motivo eu não tenho como ajudar, eu fico agoniada. E triste. E mais preocupada.

Uma vez uma amiga filosofou comigo o fato de que nunca fazemos alguma coisa unica e exclusivamente pelo outro. Que tudo que a gente faz, geralmente nos beneficia também. E aqui eu posso dizer que isso acontece também.

Quando alguém tá doente e eu fico lá cuidando, é claro que é pra pessoa melhorar logo, mas também é porque eu quero ter a certeza de que tudo que estava ao meu alcance foi feito. E que se alguma coisa acontecer não terá sido por que eu não ajudei.

Enfim... Fica dúvida, sou só eu ou todo mundo é assim?

O livro da minha vida

Em breve um post sobre o livro da minha vida conforme combinado anteriormente!

Ainda em clima de Ano Novo...

Ao som de: Teu segredo - Jeito Moleque

Como disse no post anterior meu ano começou de uma maneira um tanto divertida. Um tanto surpreendente.

E como disse lá também: certas coisas nunca mudam.

Mas pessoas mudam. Se elas quiserem. Se elas precisarem. Se elas estiverem dispostas a encarar as consequências das mudanças. E até mesmo sem perceberem.

Todo mundo muda. O tempo todo.

Eu mudei muito de uns anos pra cá. Eu sempre fui o que chamam de espoleta. Mas era mais na minha. Não sabia impor as minhas vontades e nem correr atrás do que eu queria. Não sabia dizer não. Nem a desistir com dignidade quando a guerra estava perdida.

Mas como eu disse. Eu mudei. Já sei correr atrás do que quero. Já sei dizer não.

O que ainda continuo não sabendo é desistir das coisas.

Mas as pessoas mudam né?!

Então tá aqui minha primeira grande lição do ano: saber a hora certa de desistir. O que é basicamente quando a guerra está perdida e você não tem mais forças nem motivos pra continuar.

Eu desisto. Eu tiro meu time de campo. Eu levanto a bandeirinha branca. E me recolho na cama pra chorar por que como dizem "lá que é lugar quente". E me encho de forças pra entrar numa nova guerra. Quando esta surgir.

Beijos