E aí que eu choro tanto toda vez que eu vejo que o dinheiro é curto e que talvez não dê pra casar...
vou casar!!
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Ka
on terça-feira, 25 de setembro de 2012
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Então... resolvemos nos casar...
Na realidade resolvemos comprar um apartamento.. aí começamos a fazer um milhão de contas todos os dias, pra saber se dava mesmo e tals.. Chorei pra caramba quando pensei em todas as besteiras com as quais gastei meu dinheiro ao longo da vida.
Começamos a olhar classificados de apartamentos e eis que de repente apareceu um apartamento que nos interessou!
Marquei uma visita logo porque o preço estava ótimo
Fui com a minha mãe e adorei. Precisava de uma reforma, mas o Álvaro adora reformas, então não seria um problema. Álvaro foi lá ver e também gostou.
Decidimos fazer uma proposta. A dona aceitou. Começou então a rolar a papelada.
Então surge uma surpresa nada agradável. A papelada do apê tava toda errada e ele não podia ser vendido.
Mais lágrimas sendo derramadas.
Voltamos a procurar apartamentos e aí num sábado de sol a gente foi visitar um apartamento meio sem esperança, só pra olhar mesmo e era ele.
Estava ali o nosso apartamento. Boa localização, ótimo estado, lindo.
Fizemos uma proposta, foi aceita e começaram então os trâmites.
Nesse meio tempo eu virei uma noiva neurótica e maluca e comecei a pedir orçamentos de tudo.
E aqui estamos. Comprando um apartamento, com a data marcada (na nossa cabeça), 11/01/2014, e uma vida cheia de planos...
Bjs
ps.: ah sim.. não estamos noivos.. rs
Na realidade resolvemos comprar um apartamento.. aí começamos a fazer um milhão de contas todos os dias, pra saber se dava mesmo e tals.. Chorei pra caramba quando pensei em todas as besteiras com as quais gastei meu dinheiro ao longo da vida.
Começamos a olhar classificados de apartamentos e eis que de repente apareceu um apartamento que nos interessou!
Marquei uma visita logo porque o preço estava ótimo
Fui com a minha mãe e adorei. Precisava de uma reforma, mas o Álvaro adora reformas, então não seria um problema. Álvaro foi lá ver e também gostou.
Decidimos fazer uma proposta. A dona aceitou. Começou então a rolar a papelada.
Então surge uma surpresa nada agradável. A papelada do apê tava toda errada e ele não podia ser vendido.
Mais lágrimas sendo derramadas.
Voltamos a procurar apartamentos e aí num sábado de sol a gente foi visitar um apartamento meio sem esperança, só pra olhar mesmo e era ele.
Estava ali o nosso apartamento. Boa localização, ótimo estado, lindo.
Fizemos uma proposta, foi aceita e começaram então os trâmites.
Nesse meio tempo eu virei uma noiva neurótica e maluca e comecei a pedir orçamentos de tudo.
E aqui estamos. Comprando um apartamento, com a data marcada (na nossa cabeça), 11/01/2014, e uma vida cheia de planos...
Bjs
ps.: ah sim.. não estamos noivos.. rs
faz parte se decepcionar...
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Ka
on quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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A gente nunca acha que quem a gente ama é capaz de nos magoar. Mas acontece. E com mais frequência do que gostaríamos.
Faz parte da vida.
Colocamos expectativas nas pessoas e aí, pluft, nos ferramos.
O tempo passa muito lentamente. E a paciência vai indo embora. E aí você repara que não recebe mais o tratamento de antes. Não recebe os telefonemas de antes, nem as mensagens de antes.
A vida segue em frente. As coisas mudam. As pessoas também. Inclusive eu.
Faz parte da vida.
Colocamos expectativas nas pessoas e aí, pluft, nos ferramos.
O tempo passa muito lentamente. E a paciência vai indo embora. E aí você repara que não recebe mais o tratamento de antes. Não recebe os telefonemas de antes, nem as mensagens de antes.
A vida segue em frente. As coisas mudam. As pessoas também. Inclusive eu.
nossa estrada
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Ka
on sábado, 21 de janeiro de 2012
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Já dizia o velho ditado: "cachorro picado por cobra tem medo de linguiça"!! Quem um dia sofreu nunca mais será o mesmo. E não importa o que aconteceu em si, você obrigatoriamente se tornará uma pessoa mais desconfiada.
Só quem já teve o coração partido sabe o que é. E só quem já teve o coração partido fica desconfiado de tudo e de todos só pra não ter que passar por isso de novo.
E aí os dias passam e você acha que tá "curada". Que não fica mais insegura nem sente mais a dúvida.
Mentira.
É claro que fica. É claro que sente. Só não quer admitir isso em voz alta.
Você acha que a vida tá andando pra frente. E está mesmo. Mas por mais que você não queira, e talvez não seja o tipo de pessoa que olha pra trás o tempo todo, em algum momento - nem que seja na hora de fazer uma curva - você vira o rosto de relance e lá está ele: o passado, te dando oi e lembrando que por mais longe que você ande, ele continua ali.
Só quem já teve o coração partido sabe o que é. E só quem já teve o coração partido fica desconfiado de tudo e de todos só pra não ter que passar por isso de novo.
E aí os dias passam e você acha que tá "curada". Que não fica mais insegura nem sente mais a dúvida.
Mentira.
É claro que fica. É claro que sente. Só não quer admitir isso em voz alta.
Você acha que a vida tá andando pra frente. E está mesmo. Mas por mais que você não queira, e talvez não seja o tipo de pessoa que olha pra trás o tempo todo, em algum momento - nem que seja na hora de fazer uma curva - você vira o rosto de relance e lá está ele: o passado, te dando oi e lembrando que por mais longe que você ande, ele continua ali.
Não é fácil não olhar pra trás nem se importar com que o está lá.
Não mesmo.
Mas a gente tenta. Sempre.
E começou mais um ano...
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Ka
on domingo, 1 de janeiro de 2012
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2012 chegou. 2011 já foi tarde.
Quero pra esse ano um milhão de coisas novas.
Quero uma página em branco esperando para ser pintada com as cores que eu quiser.
Quero sorrir sorrisos inéditos. Quero risadas longas. Quero chorar de emoção e alegria.
Quero novos desafios, novas oportunidades, novos caminhos.
Quero mais beijos ao pé do ouvido, mais abraços amorosos, mais cafunés antes de dormir.
Quero os amigos por perto, o amor caminhando lado a lado e a proteção da família.
Quero dançar, pular, beber.
Eu quero um ano novo. Com tudo novo. Com 365 dias melhores.
Um ano novo. Um novo ano.
Melhor e mais feliz.
Em 2011 eu...
... comecei o Ano Novo em uma festa num sítio, longe dos meus amigos, me sentindo um tanto solitária e deslocada.
... descobri que tinha sido aprovada em um concurso que havia feito ano passado e que eu achei que não tinha chance. Fiquei em sétimo e só tinham duas vagas. Mas mesmo assim estou feliz.
... comecei o meu projeto de doutorado original. Ou melhor, tentei começar. O departamento ainda está com o liofilizador parado e o projeto não tinha como andar sem isso.
... fiz 2 anos de namoro com um cara ótimo. Fora de série.
... mudei de projeto de doutorado pra minha planta do mestrado. E comecei a saga de conseguir material pra trabalhar com ela.
... passei o carnaval mais em casa do que em outro lugar. Cada vez mais o Rio está cheio, ficando uma confusão nas ruas, o que me deixa um tanto irritada e de mau humor.
... fiz 25 anos com duas comemorações simples: uma pra família e outra pros amigos. Mal sabia eu que seria meu último aniversário com meu pai vivo. Se eu soubesse teria comemorado o mês todo e tirado 10x mais fotos.
... fui à colação de grau do meu namorado. E fiquei extremamente orgulhosa dele.
... me senti sozinha, com o namorado distante.
... consegui coletar a planta que precisava pro projeto 2 de doutorado. Embaixo de um sol quente, em Grumari.
... perdi o meu pai, no dia 15 de abril, as 2 da manhã. E perdi o chão, um pedaço do coração, o cara que mais me amou, meu maior exemplo. O cara que nunca mediu esforços pra ajudar a família. Que bateu no médico e na enfermeira quando eu entrei em coma com 4 meses de vida. Que achou que não me veria fazer 15 anos e foi assistir todo orgulhoso a minha defesa de mestrado ano passado. Perdi o cara que me ensinou que estudar é importante, que nossos filhos devem chegar o mais longe possível. Perdi a chance de ouvir "oi filhota" pro resto da minha vida.
... passei a perna, sem querer, em uma amiga e por causa disso perdi a amizade dela.
... fui colocada na berlinda pelo namorado. Senti o chão sumir mais uma vez. Senti um pedaço de minha indo embora mais uma vez. Um pedaço que eu não sabia que existia. Um amor que eu não sabia que era tão grande. Tive medo. Chorei, chorei, chorei. Dei espaço. Me aproximei. Quis embora. Ensaiei milhares de despedidas. Não conseguir dizer nem uma delas. Não quis pra falar a verdade. Queria que ele me quisesse. Que não tivesse dúvidas quanto à gente. Quanto à mim. Quis que eu fosse pra ele o amor que ele era pra mim.
... fui tirada da berlinda.
... tive uma amigdalite na mesma semana que tive suspeita de dengue.
... peguei uma virose braba na semana seguinte.
... sofri com o fim do noivado da minha melhor amiga. Eu tive vontade bater nele e nela. De fazer com que ele sumisse da vida dela e nunca mais aparecesse e fazer com que ela nunca mais pensasse nele.
... eu comecei a me sentir sozinha no laboratório. Duas amigas não são mais minhas amigas e não falam comigo. Isso tornou as coisas mais difíceis. Fui ficando desanimada com as coisas.
... eu ganhei um sobrinho lindo, risonho, fofo.
... eu comecei a dar aula, numa cidade a duas horas e meia da minha casa. E ganhei alunos excelentes e uma experiência de vida que vale muito.
... comprei meu primeiro carro. Um celta preto. Lindo.
... bati o carro numa pilastra no meu primeiro dia com ele.
... viajei com minha irmã e meu sobrinho. Conheci a Bahia e adorei.
... troquei de projeto de doutorado pela segunda vez no ano. Acho que com esse a coisa vai andar, já que ele é mais promissor.
... tive um ano pesado. Intenso. Com muitas dores, muitas perdas, muitas lágrimas.
... fiquei doente mais algumas vezes.
... me tornei mais paciente, mais companheira e mais amorosa com minha mãe e irmãos.
... ganhei um namorado mais dedicado, mais amoroso, mais preocupado.
... tenho menos amigos que no início do ano, mais alguns estão mais próximos e mais presentes.
... chorei dezenas de vezes com saudade do meu pai. Chorei na hora de arrumar as fotos do meu quarto. Chorei ao pensar no meu casamento e nos meus filhos. Chorei na Páscoa, no dia das mães, no aniversário dele, no dia dos pais, no Natal, enquanto escrevia este post e provavelmente vou chorar no Ano Novo.
... decidi guardar dinheiro pra usar quando eu for casar. E acho que o namorado decidiu isso também.
... decidi que vou fazer Engenharia de Produção no ano que vem. Não sou feliz como farmacêutica. Mas sou feliz como professora, por isso vou continuar dando aula.
e principalmente, eu decidi que não quero outro ano pesado como esse. Quero mais equilíbrio. Quero mais maturidade. Mais paz.
Finalmente é dezembro
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Ka
on terça-feira, 20 de dezembro de 2011
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Eu acho que nunca desejei tanto que um ano passasse rápido. Pra falar a verdade, normalmente é o contrário.
Esse ano pra mim foi ruim. Muito ruim. Meu terapeuta diz que foi um ano intenso. De muitas mudanças. Namorado também diz isso. Mas eu não consigo ver desse jeito.
Seria hipocrisia dizer que não houve nada de bom. É claro que houve. Meu carro, as aulas de química, o namoro fortalecido, algumas amizades fortalecidas. Não foi um ano TODO de ruim.
O que pesa é que as coisas tristes aconteceram ao mesmo tempo. E uma delas deixa um buraco que nunca vai ser tapado.
Eu quase não choro a falta do meu pai. Não que eu não sinta. Mas em geral dá pra levar, sabe?! Eu choro nos dias que não dá pra levar. Nos dias em que eu acordo e sinto uma vontade imensa de vê-lo na sala vendo televisão. Nos dias que eu planejo meu casamento e lembro que ele não vai estar lá. Ou então nos dias em que eu vou organizar minhas fotos e vejo que meus 25 anos foi o último aniversário dele aqui comigo.
Eu choro por saber que nunca mais vai rolar um abraço sabe...Ou uma sacaneada por conta do Fluminense.
Pensar no Natal sem ele aqui me faz ir às lagrimas. Pensar na minha mãe sozinha no Ano Novo também. Minha mãe morre de medo de fogos de artifício e meu pai era sua companhia.
Eu sinto falta dele. Sinto falta das pessoas que se afastaram. Sinto falta do meu 2010.
2011 é um ano pra se esquecer, mas que eu sei que sempre será lembrado.
Eu só queria que 2012 chegasse logo. Pra 2011 não ser mais o hoje.
Esse ano pra mim foi ruim. Muito ruim. Meu terapeuta diz que foi um ano intenso. De muitas mudanças. Namorado também diz isso. Mas eu não consigo ver desse jeito.
Seria hipocrisia dizer que não houve nada de bom. É claro que houve. Meu carro, as aulas de química, o namoro fortalecido, algumas amizades fortalecidas. Não foi um ano TODO de ruim.
O que pesa é que as coisas tristes aconteceram ao mesmo tempo. E uma delas deixa um buraco que nunca vai ser tapado.
Eu quase não choro a falta do meu pai. Não que eu não sinta. Mas em geral dá pra levar, sabe?! Eu choro nos dias que não dá pra levar. Nos dias em que eu acordo e sinto uma vontade imensa de vê-lo na sala vendo televisão. Nos dias que eu planejo meu casamento e lembro que ele não vai estar lá. Ou então nos dias em que eu vou organizar minhas fotos e vejo que meus 25 anos foi o último aniversário dele aqui comigo.
Eu choro por saber que nunca mais vai rolar um abraço sabe...Ou uma sacaneada por conta do Fluminense.
Pensar no Natal sem ele aqui me faz ir às lagrimas. Pensar na minha mãe sozinha no Ano Novo também. Minha mãe morre de medo de fogos de artifício e meu pai era sua companhia.
Eu sinto falta dele. Sinto falta das pessoas que se afastaram. Sinto falta do meu 2010.
2011 é um ano pra se esquecer, mas que eu sei que sempre será lembrado.
Eu só queria que 2012 chegasse logo. Pra 2011 não ser mais o hoje.
2 meses
2 meses se passaram desde que meu pai foi descansar no céu.
E principalmente, eu sinto muito a falta do meu pai. Sinto falta do "oi filhota!", do "oi" ao telefone, da tv no último volume, do "tá muito ocupada? dá uma olhadinha no resultado da loteria pra mim?". Saudade dos abraços que eu deveria ter dado mais, das fotos que eu deveria ter tirado.
E nesses 61 dias eu andei tão enrolada. Meu namoro, minha saúde, meu doutorado... tanta coisa que ás vezes dava a impressão de que seria fácil passar por isso.
Mas aí eu chego em casa e encontro tudo apagado. O cheiro da casa não é mais o mesmo. Nem os sons.
E eu vejo que não é tão fácil quanto eu achei. Eu vejo que eu sinto muita falta do cheiro antigo. E dos sons antigos.
E principalmente, eu sinto muito a falta do meu pai. Sinto falta do "oi filhota!", do "oi" ao telefone, da tv no último volume, do "tá muito ocupada? dá uma olhadinha no resultado da loteria pra mim?". Saudade dos abraços que eu deveria ter dado mais, das fotos que eu deveria ter tirado.
Eu sei que ele está bem, e sei que a gente vai ficar bem também. Mas é difícil não chorar de saudades. Não pensar no que eu compraria de presente pra ele, que faria 77 anos daqui a duas semanas.
É difícil ouvir minha mãe chorando e não poder fazer nada.
Eu sei que as coisas vão ficar bem no futuro, mas hoje a saudade doeu um pouco mais.
palavras caladas
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Ka
on quarta-feira, 11 de maio de 2011
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E a minha garganta fechada só me faz pensar que tem tanta coisa a ser dita.
hoje
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Ka
on terça-feira, 10 de maio de 2011
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estou doente.
preciso de carinho.
fecha a matraca, Kassia!
Essa semana uma amigdalite me derrubou de vez.
De acordo com meu terapeuta é o meu corpo me mandando calar a boca.
Eu não tenho mais o que falar. A minha posição está clara.
O que eu preciso fazer agora é ficar quietinha, na minha. Pra me recuperar da amigdalite, e pra dar tempo ao tempo. Deixar que os outros decidam suas posições.
um dia de cada vez
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Ka
on segunda-feira, 9 de maio de 2011
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A gente aprende no dia-a-dia a ficar junto. Nas pequenas coisas. Eu posso até apontar coisas que fizeram o meu coração balançar lá no incício, mas foi no dia-a-dia que ele balançou de vez.
E agora quando as coisas parecem meio paradas, sem balanço algum, meu desejo - e minha vontade e esperança - é de que a gente consiga recuperar no dia-a-dia esse balanço.
Eram outros tempos. A gente tinha outra vida. Mas a gente não sabia da importância que teríamos um pro outro. A gente não sabia do amor que sentiríamos. E hoje em dia a gente sabe. E a vontade de ficar juntos conta muito.
a minha versão da história
Quem lê o que eu escrevo aqui sabe que ano passado foi uma fase difícil.
Eu desanimei, desacreditei. Mas nem por isso desisti.
Pra falar a verdade em nenhum momento eu desisti. Os planos podiam não estar sendo feitos. As borboletas do meu estômago a tempos já não voavam. Mas eu não desisti.
Não quis e nem podia. Desistir como? O amor ainda existia. A sensação de bem estar ainda existia. O tesão ainda existia.
Muitas manhãs se passaram sem mensagens trocadas. Quantas vezes eu fui dormir sem dar o "boa noite" de sempre. Mas mesmo assim eu não desisti.
Em nenhum momento eu deixei de contar com o que vinha do lado de lá. Com os esforços. Com o carinho. A bola nunca esteve somente na minha mão. Ela estava em jogo. Sempre.
E agora é difícil saber que a bola não está mais comigo. A bola não está mais em jogo. Ela está do lado de lá. E eu não sei se ela vai voltar pro jogo.
A minha vontade é de ir lá e arrancar a força a bola. Colocá-la de novo em campo. E mostrar que é normal desanimar. Que é normal as borboletas sumirem. Que quando o amor continua, quando a sensação de bem estar continua, que mesmo que falte alguma coisa - as borboletas talvez! - quando não falta o essencial a gente não desiste.
A gente continua. E supera isso. E faz disso uma coisa do passado que ajudou a deixar o futuro melhor.
Mas a bola não está comigo. E eu não posso ir lá e arrancá-la. Por mais que eu queira. Por mais que eu precise.
um dia de cada vez
É engraçado como a gente esquece de como se faz pra conquistar, ou no caso reconquistar alguém.
A tentativa é de tentar mostrar todas aquelas coisas que fizeram a pessoa se apaixonar pela gente no início.
E mostrar que as coisas podem ser diferentes porque a gente quer que sejam.
Faz parte do recomeço a incerteza, o medo de que não dê certo. Mas isso não pode impedir que a gente tente. Porque a vontade de ficar junto é muito grande. E isso faz com que a gente se esforce, e principalmente, faz com que a gente enxergue que certas besteiras não fazem tanto sentido numa imensidão de coisas boas.
E é por causa desse um monte de coisas boas que ainda vale a pena.
coração partido
A gente nunca tá preparado para ter o coração partido.
A gente nunca acha que o grande amor da nossa vida vai aparecer e vai embora.
E quando bate o medo de que ele vá, não tem nada a ser feito, a não ser chorar...
E é isso que eu tenho feito: chorar, chorar, chorar.
É engraçado que eu nem choro tanto mais pelo meu pai. Não havia nada que eu pudesse fazer por ele. Ele viveu todos os dias da missão dele aqui na Terra.
Choro mais por ter encontrado um porto-seguro, um amor que me envolvesse de alegria e paz, e ter feito um monte de coisa que afastasse esse amor de mim.
Ter brigado por coisas que nem são mais importantes assim.
De algum modo tudo mudou. E ele desanimou.
E enquanto ele não anima de novo com a gente, enquanto ele não acredita de novo na gente, enquanto ele não sorri de novo para mim e por mim, eu fico aqui, com o coração partido em ver o melhor cara do mundo assim.
o descanso do meu amado pai
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Ka
on domingo, 17 de abril de 2011
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Meu pai está em paz. Do jeito que ele sempre quis. E daqui a um tempo nós também estaremos.
Da dor de hoje vai restar as lembranças e a saudade eterna. Dos conselhos dados ficam o aprendizado. Encarar a vida sem meu maior apoio não vai ser mole, mas desistir sem nem mesmo tentar é mostrar que eu não aprendi nada com ele nesses 25 anos.
Eu podia ter dito eu te amo mais vezes, podia ter beijado a careca dele mais vezes, mas é absolutamente impossível ter sido mais feliz do que eu fui.
Eu tive o melhor pai do mundo.
E ele agora ficará comigo pra cima e para baixo, em qualquer lugar que eu for. E quando eu terminar meu doutorado, é dele que eu vou me orgulhar e é pra ele que mais uma vez eu vou dedicar o trabalho. Quando eu entrar de noiva na igreja é o sorriso dele que vai comigo até o altar. Quando eu engravidar será a mão dele que eu vou imaginar passando na minha barriga, mão essa calejada dos tantos anos de trabalho. E quando meu filho nascer eu sei que ele vai ter um anjo da guarda a mais. Assim como eu tenho agora: um anjo da guarda que foi registrado como Manoel, ficou conhecido no mundo como Russo e que pra mim desempenhou o papel mais importante de todos - o de pai.
Te amo pai.
Próxima vida a gente vai estar junto de novo! Toda a nossa família!
quando desistir faz parte
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Ka
on domingo, 10 de abril de 2011
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Tem horas que a gente precisa ver a diferença entre ser insistente e ser burra.
Quando queremos muito algo costumamos a insistir até que consigamos. Mas as vezes o tal desejo não acontece nem com reza braba. E aí é a hora de desistir.
Não é um desistência de fraqueza. É uma desistência de coragem. Coragem pra admitir que não dá mais pra tentar, pra continuar do jeito que estava.
E aí é hora de levantar a cabeça e seguir em frente. Sem remorso, sem mágoa. E pronta pra uma nova batalha, diferente.

